segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Seis erros dos empreendedores na crise

Segmento de pequenas e médias empresas deve ter organização financeira, motivar a equipe e não focar nos aspectos negativos do mercado
Claudia Chiquitelli Especial O ano que está se encerrando foi marcado por muitas dificuldades nas áreas econômica, social e política no país. Os pequenos e médios empresários precisaram se virar de todas as maneiras para se manter no mercado. Muitos deles fecharam as portas dos seus negócios. Para sobreviver em meio a um cenário difícil, o especialista no segmento, Marcus Marques, reuniu seis erros dos empreendedores na crise, ressalvando que a forma como conduzimos a empresa está diretamente relacionada aos seus resultados. 1. Falta de preparação – Isto é um dos maiores vilões do crescimento do empreendedor e da empresa. Quando nos preparamos, informamos, capacitamos; por piores que sejam as circunstâncias, conseguimos nos antecipar aos problemas; ampliar nossa visão de futuro; desenvolver novas ideias e estratégias mais efetivas para lidar com as dificuldades e até mesmo revertê-las em oportunidades de prosperar. 2. Falta de planejamento – Existe uma frase que diz que "Uma meta sem um plano é somente um desejo". E essa falta de planejamento é um dos maiores erros do empreendedor, com ou sem crise. Não basta apenas querer que sua empresa cresça e sobreviva à crise, é preciso pensar além, formatar um planejamento estratégico para o seu negócio, de modo que isso permita ajustar os pontos, organizar os processos, engajar e desenvolver as pessoas e alavancar seus resultados. Planeje! 3. Colocar a culpa na crise – Colocar a culpa no mercado, no governo, na economia ou na política é um dos piores equívocos do empreendedor, pois o maior problema não é a crise em si, mas a falta de preparo para lidar com ela. Portanto, como dono de empresa, não perca o tempo buscando culpados e terceirizando a sua responsabilidade. Saiba que independente dos fatores externos, os líderes é que devem buscar soluções e estratégias para superar os problemas e fazer o nosso negócio crescer. 4. Falta de planejamento financeiro – A falta de organização financeira também é um dos grandes erros dos empresários, uma vez que, quando a crise chega, o primeiro lugar que dói é o bolso do empreendedor. Por isso mesmo, se você não tem um bom planejamento financeiro e, diretrizes claras, em relação aos seus custos e investimentos, dificilmente conseguirá manter a empresa produtiva, com um fluxo de caixa positivo e que lhe permita continuar as atividades, manter os projetos e promover o crescimento. 5. Ignorar as oportunidades – Olhar o lado do copo que está meio vazio e focar apenas nos aspectos negativos da crise é tornar-se míope para as oportunidades que todo momento de dificuldade também traz. Essa miopia é um dos principais erros do empreendedor, por isso, para evitar que o negócio despenque, é preciso ser inteligente, positivo e expandir sua visão empreendedora. Busque olhar para o mercado, entender suas necessidades e criar produtos e serviços que atendam isso. 6. Centralizar os problemas – Durante a crise é comum que o empreendedor esteja tão preocupado em resolver os problemas da empresa que se esquece de que não está sozinho, ou seja, que também pode contar com sua equipe. Unir forças, ideias, conhecimentos e experiências são fundamentais nesse momento, pois o afastamento do líder dos seus colaboradores deixa o grupo inseguro e apreensivo em relação ao seu futuro e à manutenção de seus empregos. Busque em conjunto resolver as questões, manter seus profissionais engajados e motivados e conte com eles para vencer seus desafios.
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Mulheres falam sobre empreendedorismo e desafios para 2017

“As mulheres têm o poder de ser multitarefas e devem aproveitar isso para se empoderar na nova economia”, afirma Rosângela Villa-Real Apesar da retração do mercado de trabalho, alguns grupos de mulheres vêm unindo forças para trocar ideias, aumentar a rede de relacionamento e fazer negócio. O Bate-papo Ponto Com desta segunda-feira (05) recebeu um time de empreendedoras que tem contado com a ajuda do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para buscar capacitação, pensar estrategicamente e agir para conquistar espaço nos diversos segmentos da economia. O apresentador Cadu Freitas trouxe para o programa a jornalista, empresária e idealizadora do grupo Colegiada de Mulheres Empreendedoras, Rosângela Villa-Real, Adriana Ribeiro, Relações Públicas e empresária, e Alexandra Zainun, empresária, coach e idealizadora do grupo Mulheres Empreendedoras da Barra da Tijuca. Todas contaram suas experiências ao deixarem para trás uma carreira segura e estável para enfrentar o desafio de montar o próprio negócio. No final do programa, foram divulgados dois encontros que acontecem no Rio com painéis voltados para reflexão sobre iniciativas vencedoras e propostas para planejar 2017. Ouça a conversa no player acima. O Bate-papo Ponto Com vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 11h, pela Rádio MEC AM Rio. Se preferir, ouça também o programa, ao vivo, aqui no link da Rádio MEC AM. OUÇA AQUI.

Uma pessoa que respira marketing digital e desde 2004, conheça Bruno Pinheiro


Já estive nos dois lados do balcão, tive agência de publicidade durante 6 anos, conhecendo bem como funciona em todos os processos, até o dia em que resolvi “mudar de lado”, pois eu não conseguia entender muito bem a cabeça dos clientes, achava todos loucos, foi então quando decidi, ser o famoso “cliente”. Em 2009 gerenciei o marketing do Grupo MC, com mais de 150 escolas de idiomas e informática em todo o Brasil, onde trabalhei 2 anos para mudar a cultura de uma empresa para o mundo digital e acredito que consegui. Investi mais de 4 milhões na internet, tendo testado de tudo, Google, Yahoo, Facebook, Games, Uol, MSN, posts patrocinados e todos os portais possíveis e imaginários. Em minha primeira campanha fui case de sucesso no Google, com um ROI (retorno sobre o investimento) de R$ 48,00, onde apresentei a campanha no Think With Google para todo o mercado de Educação além de ter a certificação Google Adwords. Veja mais sobre essa campanha. Além das escolas vendi muita coisa, lancha de milhões, Boi Red Angus de meio milhão, pratos de comida, sobremesa e muitas outras coisas que você não pode nem imaginar. Em 2012 mudei novamente os rumos da minha vida e resolvi morar na Europa, onde trabalhei na Provident – SugarCRM na Irlanda, onde atuei no marketing digital de um dos principais CRMs mundiais, foi uma experiência e tanto, além dos 23 países percorridos. Voltando ao Brasil mudei para o Rio de Janeiro onde trabalhei na Academia Brasileira de Coaching, onde em 3 meses tripliquei os acessos no site e um aumento de 500% nos cadastros gerados de interessados no site. Recentemente recebi o convite de um grande amigo para ministrar o módulo de Gestão de Projetos Online na Pós em Marketing Digital da ILADEC, onde sintetizei minha forma de trabalho de anos, onde você pode acompanha como é acessando aqui.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

5 passos para transformar sua paixão em negócio

Paixão: de um elogio de amigos e familiares ou de um grande talento pode surgir um negócio de sucesso (Thinkstock)
Você faz bolos deliciosos, tira fotografias ótimas ou sabe tocar violão como ninguém. Já ouviu muitas vezes que deveria abrir um negócio e se animou com tal perspectiva. Porém, não sabe se isso realmente daria certo.
Essa é uma situação muito comum no mundo do empreendedorismo: será que é possível criar um negócio bem sucedido a partir de um hobby ou de uma paixão?
Para todos os especialistas consultados por EXAME.com, não só é muito possível como recomendável: gostar do que faz é um grande estímulo para o sucesso no mundo empreendedor.
“A paixão é um grande combustível para o sucesso dos seus negócios. Isso pode vir, sem dúvida nenhuma, a partir de um hobby”, afirma David Pinto, diretor da escola de empreendedorismo Longitude. “Você vai naturalmente ter dias calmos e dias com desafios, nos quais será preciso buscar forças para superar. Se seu negócio já faz parte da sua essência, será um estímulo a mais para não desistir.”
Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae/SP, complementa ressaltando que o negócio nascido de um hobby geralmente não é feito apenas por necessidade – e sim pela visão de uma chance de negócio. “Este empreendedor é mais de oportunidade, porque enxerga um empreendimento a partir do que ele já gosta de fazer. Isso faz com que ele se prepare mais antes de abrir a empresa e não tome medidas desesperadas.”
Além disso, quem cria um negócio a partir de uma paixão já existente possui características úteis para o sucesso empresarial: maior criatividade, maior capacidade crítica e maior dedicação. O empreendedor já conhece o que é feito atualmente, então consegue criar em cima disso. Ele também tem autocrítica, já que ele próprio é um consumidor dos produtos do mercado em que irá atuar.
“Essa é a chance de ele trabalhar com algo que gosta e evoluir durante o tempo, tendo um negócio que até os consumidores podem perceber que é feito com muita dedicação”, explica Luciano Lugli, fundador do Grupo E-Lar, que fornece consultoria e treinamento para empreendedores e franqueados.
Ficou animado e quer criar um negócio a partir da sua paixão, mas não sabe como? Confira, a seguir, as dicas para transformar um grande interesse em um grande negócio:

1. Você quer empreender ou só continuar com sua paixão?

Antes de começar um negócio baseado na sua paixão, responda com sinceridade: há espaço para o seu empreendimento, diante da concorrência já existente, e você está disposto a batalhar pelo seu espaço? Ou você está alimentando um sonho insustentável apenas porque gosta do que faz?
“Uma coisa é gostar de cozinhar para seus amigos e família. Outra é gerir um restaurante e ter de cumprir uma série de exigências naturais ao mundo dos negócios, como fazer horas extras e comprar eficientemente sua matéria-prima”, explica Pinto.

2. Há mais espaço no mercado?

Agora, está na hora de fazer uma extensa pesquisa do setor em que você vai atuar e decidir como você irá se posicionar.
“É preciso perceber se faltam algumas atualizações de mercado por parte das empresas do setor; se outras pessoas sentem a mesma necessidade de inovação; e se há potencial maior de compra com essa atualização, pensando no momento econômico da criação do negócio. Tem gente que segue com sonhos que não possuem viabilidade, ignorando tais passos, e então está fadada ao fracasso”, completa Lugli.

3. Outras pessoas têm o mesmo hobby?

Se você já descobriu que seu futuro mercado possui espaço para que seu empreendimento se destaque, o próximo passo é fazer uma pesquisa mais assertiva com o público-alvo pretendido: será que só você pagaria pelo que está propondo ou há outras pessoas apaixonadas pelo mesmo hobby?
O primeiro passo para responder tal pergunta é não ficar restrito apenas às opiniões de amigos e familiares: afinal, as pessoas mais próximas tendem a elogiar suas paixões, mesmo que elas não sejam suficientes para abrir um negócio. “Analise se as pessoas estão avaliando bem o meu produto porque elas são próximas ou porque ele realmente vale tudo isso. Ou, melhor ainda, faça uma pesquisa além das colegas e leve para pessoas mais distantes, em um teste de mercado mesmo”, recomenda Nagamatsu.
Pinto endossa o conselho e recomenda fazer uma espécie de “venda na planta”: procurar pessoas que tenham os mesmos interesses que você – em um fórum, por exemplo – e fazer uma pesquisa de consumo. “Comece a testar sua ideia de negócio ao apresentar seu produto, conversar com quem já consome produtos relativos ao seu hobby e adquira mais informações dos seus futuros clientes.”
Com essa apuração real, você terá acesso a mais opiniões sobre sua empresa – o que pode levar a um ajuste de processos e até mesmo na ideia de negócio. “Às vezes, o empreendedor se empolga com a ideia e acaba não entendendo que é só ele que gosta daquilo. Para evitar perda de tempo e apresentar algo não vantajoso para o mercado, é importante fazer essa pesquisa”, diz Lugli.
“Não é muito legal quando você ouve um não sobre o que você ama. Mas, se você quer ser empreendedor, saiba que será preciso corrigir sua empresa todos os dias: seja na definição do público-alvo, nos processos ou na contratação de funcionários, por exemplo.”

4. Você se considera um empreendedor?

Uma falha comum de quem abre um negócio a partir de um hobby é achar que tudo permanece o mesmo, fora o maior tempo de dedicação a essa paixão. Porém, para ter sucesso em um empreendimento, é preciso ter uma mudança de comportamento e reconhecer que, agora, você se utiliza do seu talento para gerar receita.
“Além de ter um hobby que desempenha bem, você precisa tornar-se um empresário. Muitos são bons no que fazem, mas não são bons no gerenciamento do negócio”, explica Nagamatsu. “Agora, você não venderá apenas para amigos e família, mas venderá para clientes.”
Ignorar esta mudança de comportamento gera uma situação muito comum aos empreendedores iniciantes: cobrar menos do que deve, por estar desempenhando algo de que gosta muito. “Você precisa ser mais centrado e reconhecer que seu hobby virou um empreendimento. Ou seja, algo que tem um CNPJ e que gera um gasto de tempo e de dinheiro”, alerta Nagamatsu. É preciso não apenas vender, mas vender bem, com um preço adequado.

5. Você sabe equilibrar diversão e deveres?

Seguindo o mesmo raciocínio, uma outra parte do processo de reconhecer-se como empreendedor é saber que, por mais que seu empreendimento seja derivado de uma paixão, será preciso fazer tarefas mais “chatas” para que ele dê certo.
“Nem sempre você irá fazer o que gosta. Há atividades que não são prazerosas e que não trazem resultados glamorosos para quem vê de fora, mas que são essenciais para o dia a dia da empresa”, explica Lugli. “Pode acontecer de, durante muito tempo, o dono de negócio não conseguir mostrar seu diferencial ou resultado para os outros.”
Essas atividades não tão prazerosas envolvem toda a gestão do negócio: desde realizar um estudo de mercado até ter de lidar com finanças e gerenciamento de funcionários problemáticos, por exemplo. Um empreendedor de verdade sabe que sempre é preciso reconhecer suas deficiências e buscar aprimoramentos: seja no próprio conhecimento sobre seu hobby ou sobre aspectos gerenciais.
“Leia, faça cursos, mantenha-se informado. Se sua deficiência está na capacidade de vender, tente ao menos entender como funciona a área, como identificar um funcionário produtivo e quando saber que é seu produto a causa de poucas vendas. Você não precisa ter como objetivo se tornar um vendedor, necessariamente”, conclui o especialista.
Fonte: EXAME

Curso do Google ensina mães a criarem negócios de sucesso

Curso gratuito do Google Campus ajuda mães que estejam iniciando um negócio. Na sala de aula a presença dos bebês faz parte da rotina. Conheça a iniciativa:

São Paulo – Como você imagina um curso para empreendedores? No Google for Moms, voltado especificamente para mães e pais que estão iniciando um negócio, a sala de aula é ao mesmo tempo uma brinquedoteca.
A primeira edição do treinamento terminou esta semana com uma palestra do empreendedor Gustavo Ziller. Enquanto ele falava sobre negócios e filhos, seis crianças exploravam os brinquedos espalhados pelo chão.
Uma menina de seus dois anos passeava pela sala num recém-descoberto carrinho vermelho, enquanto um bebê se encantava com a boneca nas mãos da mãe. De uma sala com cerca de 30 adultos, ao menos seis estavam sentados no chão, ouvindo a palestra enquanto cuidavam dos pequenos.
Ziller falou sobre a importância de dizer ‘sim’ aos filhos e aos funcionários: “Hoje, quando você ‘sim’ para um funcionário, ele não sabe o que fazer. Porque criado na cultura do não. As oportunidades se constroem com o ‘sim’”.
A ideia resume bem a proposta do Google for Moms, um espaço em que empreendedoras aprendem a dizer sim para a maternidade aliada à realização no trabalho.
“Meu negócio já está andando, mas vir para cá me fez ver muitas coisas que eu não tinha pensado. Os mentores me trouxeram muitas ideias diferentes”, afirma a empreendedora Denise Della Nina Andrade, dona da Okipoki, uma plataforma de aluguel de brinquedos.
O curso teve seis encontros, nos quais Denise e outras 15 empreendedoras puderam aprender mais sobre questões como plano de negócios, marketing e planejamento. Tudo de graça.
Mãe de duas meninas, ela conta que tem um emprego na área de marketing e mantém seu negócio de forma paralela.
Assim como muitas startups tocadas por mães, a Okipoki surgiu a partir de um problema enfrentado pela própria empreendedora. “Eu queria alguns brinquedos para minha filha, mas achava muito caros e sabia que ela ia enjoar logo. Fui pesquisar para alugar e vi que não tinha. Então resolvi abrir um negócio nessa área”.
Essa é uma questão importante para Karen Kanaan, empreendedora e mentora do curso. “Acredito que ninguém melhor do que a mãe pra saber o que ela precisa. Para mim não faz sentido que o universo infantil hoje não tenha empresa criada por mãe. Vejo alguns negócios e penso: ‘Por que não foi criado por uma mãe?’. É porque os negócios de mães nascem com um propósito, mas com pouco modelo de negócio. Por isso dei tanta força para esse programa”, afirma.
Karen é dona da Baby&Me, uma startup residente no Google Campus, cuja proposta é criar itens que tragam praticidade à vida dos pais – dentre os produtos estão trocadores de fralda, absorventes para desfralde e suportes para cadeiras. Não é preciso nem dizer que a ideia surgiu da necessidade da empreendedora como mãe.

Para mães e pais

O Google for Moms é um programa que acontece em diversos Campus Google pelo mundo. Em Londres já está em sua sexta edição. Por aqui, a primeira versão acabou de acabar e a próxima deve ser lançada no ano que vem, mas ainda sem data.
Ainda que leve o nome das “mães”, o programa é voltado para pais e mães em geral, que tenham interesse em abrir o seu negócio.
“O ‘for moms’ é uma ação proativa da nossa parte de tentar trazer para o ambiente empreendedor uma parcela da população que hoje ainda é minoritária nesse universo, que são as mulheres”, explica André Barrence, diretor do Google Campus São Paulo.
Fonte: EXAME
E não falta interesse desse público no tema do empreendedorismo. A primeira edição do programa em São Paulo recebeu mais de 200 inscrições, das quais foram selecionadas 16 empreendedoras. “Isso nos mostra que há uma demanda reprimida desse público.”