terça-feira, 30 de julho de 2019

Cofundador do Facebook pede separação do WhatsApp e Instagram

Há pouco mais de 10 anos, Chris Hughes aparecia sorridente ao lado de Mark Zuckerberg em fotos oficiais da estrutura corporativa do Facebook. Agora, o cofundador da rede social estaria ao lado do governo dos Estados Unidos colaborando com órgãos regulatórios em um vindouro caso antitruste que vai questionar as práticas comerciais da empresa, um suposto monopólio no setor de redes sociais e, principalmente, a estrutura que coloca plenos poderes nas mãos do criador da empresa.


Hughes estaria trabalhando ao lado de dois acadêmicos de economia, Tim Wu, da Universidade de Columbia, e Scott Hemphill, da Universidade de Nova York, bem como com a Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) e o Departamento de Justiça dos EUA. Esse movimento resultou não apenas na abertura de uma investigação preliminar, anunciada pelo próprio Facebook na semana passada, mas em um relatório maior, que taxa como “sem precedentes” o poder de mercado da empresa e também de Zuckerberg.

O inquérito analisa as chamadas “aquisições defensivas”, compras de empresas ainda em fase incipiente como uma forma de impedir seu crescimento e uma possível concorrência. Em vez de correr esse risco, o Facebook ofereceria dinheiro para startups e empreendedores no momento em que os olhos ainda brilham com uma oferta desse tipo, trazendo serviços e inovações para dentro da estrutura e impedindo que elas floresçam nas mãos de rivais.

Além disso, um dos intuitos do processo seria a separação entre o Facebook, Instagram e WhatsApp, de forma a abrir mais espaço no mercado de redes sociais e mensageiros para outras soluções. A trinca, afirma o cofundador, exerce pressão sobre o mercado de tecnologia e também publicitário, impedindo o crescimento de ambos os setores, a distribuição adequada de receita e, principalmente, a inovação, transformando o mercado em uma briga de gato e rato por números.

A imprensa americana teve acesso a parte dos relatórios preliminares fornecidos pelos acadêmicos ao governo. Enquanto o nome de Hughes aparece na terceira posição de uma lista de autores, Wu e Hemphill fazem mistério quanto à participação do cofundador na iniciativa, afirmando apenas que ele esteve em reuniões sobre o assunto e se tornou um membro importante do time. Ele não se pronunciou oficialmente sobre o assunto e sua participação nos inquéritos.

Vê-lo nesta posição, entretanto, não é nada surpreendente. Desde que deixou a estrutura gerencial do Facebook, há uma década, Hughes se tornou um crítico contumaz do Facebook e suas práticas de mercado. Ele fala negativamente principalmente do poder de Zuckerberg e esta não seria a primeira vez que ele aparece advogando em prol de uma separação da companhia.

Concordância
A tese dos acadêmicos e de Hughes de que o Facebook realiza aquisições não em prol de inovações, mas sim como forma de acabar com a competição, também já foi ecoada nos círculos internos da FTC. Em março, o congressista David Cicilline, que também é um dos diretores de um comitê antitruste da organização, disse que a compra do Instagram e do WhatsApp acabou com a concorrência no setor de redes sociais e mensageiros e pediu a abertura de uma investigação.

Segundo o órgão, entretanto, o atual inquérito preliminar não está relacionado às palavras de Cicilline, e a FTC nem mesmo deixou clara a participação de Hughes, Wu e Hemphill nesse processo. A ideia, inclusive, é que tais trabalhos fossem feitos em sigilo, sem divulgação para o público, até que conclusões preliminares sobre um processo efetivo fossem obtidas.

Em prol da transparência, então, o Facebook pode ter revelado mais do que deveria, conscientemente, e também sabendo que isso seria capaz de atrair atenção indesejada para o processo. Sobre isso, o órgão também não se pronunciou, afirmando apenas que esse é um caso complexo, cujas investigações iniciais podem se estender por meses até que as primeiras conclusões sejam obtidas.

Fonte: https://canaltech.com.br/r e The New York Times


"A estratégia por trás do sumiço dos “likes” do Instagram"

"Uma notícia agitou as redes sociais neste mês e vem tirando o sono de muitos influenciadores digitais. O Instagram, empresa integrante do império Facebook, ocultou o número de “curtidas” das fotos e de visualizações de vídeos de usuários no Brasil e em mais seis países: Canadá (o primeiro), Irlanda, Itália, Japão, Austrália e Nova Zelân"
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/camila-farani/camila-farani-estrategia-sumico-likes-instagram/
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domingo, 2 de dezembro de 2018

Instagram ganha lista 'Melhores Amigos' para enviar Stories com privacidade



O Instagram começou a testar um recurso de "favoritos" no ano passado, e um ano e meio depois ele começou a ser liberado para usuários. Agora exclusivo para os Stories, o recurso permite criar uma lista de melhores amigos para compartilhar atualizações apenas com eles.

A ferramenta é uma resposta a uma tendência vista em perfis de famosos, que criam uma segunda conta exclusiva para amigos mais próximos e conseguem compartilhar atualizações no Stories com mais privacidade. Agora, o Instagram decidiu criar um recurso nativo para que qualquer um possa escolher com facilidade quem vai receber essas atualizações.

A lista de melhores amigos pode ser encontrada na aba de configurações do Instagram: vá até a área do seu perfil dentro do aplicativo, clique no botão de menu no canto superior direito da tela e encontre a nova lista. O Instagram sugere alguns contatos para serem adicionados ao grupo, mas usuários podem escolher quem eles quiserem a partir da lista de seguidores.

No momento de compartilhar Stories, usuários vão encontrar um novo botão verde - ao tocar nele, o app vai entender que aquela atualização é para ser enviada apenas para amigos próximos. Os seguidores que receberem essa atualização vão saber que é algo mais privado que foi compartilhado ao encontrar um selo verde ao visualizar a postagem, além de um anel verde ao redor da foto de perfil na área de Stories.

O recurso começou a ser liberado nesta sexta-feira, 30, globalmente para usuários do Instagram no Android e iOS. Assim que você receber uma atualização do aplicativo, já deve ter acesso ao novo recurso.

Fonte: Olhar Digital

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Instagram testa marcação de amigos em vídeos

Em breve o Instagram pode adicionar uma nova forma de marcar amigos em publicações: além de fotos, também pode ser possível citar o nomes de usuários em vídeos.

O TechCrunch diz que uma pequena porcentagem de usuários da rede social já contam com a novidade. Com o recurso, é possível marcar uma pessoa também em um vídeo. Até agora, para fazer isso, usuários apostavam em "gambiarras" como citar outras pessoas na descrição da postagem.

O Instagram confirmou que de fato o recurso está sendo considerado. "Nós sempre testamos novas maneiras de melhorar a experiência no Instagram e aproximar usuários das pessoas e coisas que gostam", disse um representante da empresa ao TechCrunch.

Ainda em testes, não há previsão para o recurso ser liberado para todos os usuários, se é que um dia será.

Fonte: Olhar Digital

Facebook cria ferramenta que avalia memes

Rosetta, lançada irá ler textos em vídeos e fotos; tecnologia ajudará a identificar discursos de ódio
Você usa o Facebook para ver memes? Talvez eles fiquem menos frequentes por lá agora. A rede social anunciou nesta terça-feira, 11, que está construindo uma ferramenta dotada de inteligência artificial para ajudar a detectar textos ofensivos contidos em imagens publicadas na plataforma, um jeito de pegar memes com discurso de ódio que até então passavam batido pelo crivo do Facebook.

A ferramenta, chamada Rosetta, identifica e transcreve em algo legítimo para o computador os textos contidos em imagens e vídeos publicados na rede social. Alguns sites especializados nos Estados Unidos acredita que a ferramenta já está atuando, checando 1 bilhão de imagens e vídeos por dia no Facebook e no Instagram.

Na prática, a Rosetta ajudará os profissionais responsáveis por checar se determinadas publicações são ou não ofensivas. Hoje, devido ao grande número de publicações, os moderadores não conseguem ver cada imagem postada na rede social e lançam mão de tecnologias criadas pelo Facebook para fazer uma varredura entre as postagens.

A rede social ainda não explicou se está usando esses dados para além da verificação. O site de tecnologia The Verge levanta suspeita de que a rede social esteja usando a tecnologia para descobrir o que seria interessante colocar na linha do tempo dos usuários e para checar se memes estão sendo usados para propagar o discurso de ódio.

Para determinar se publicações são consideradas ou não discurso de ódio, a rede social criou diretrizes que são avaliadas pelos moderadores durante as checagens. Cada região possui um grupo especializado para fazer a comparação, levando em consideração a linguagem daquela localidade.

Fonte: Terra